domingo, 12 de abril de 2009

Ilusão

Não sei o que é ilusão.
Não sei o que é realidade.
Não sei se eu existo,
Não sei se você existe.

Não sei se meus sentimentos existem.
Não sei se são só pensamentos
Ou se existe tudo isso em algum lugar...
No mundo, no universo ou no tempo.

Acho que é só passado...
Mas meus sentidos quase sempre me enganam.
Acho mesmo é que não sei mais nada,
Não sei de você, nem sei de mim mesma.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Festas de fim de ano! O que estamos festejando? O nascimento do menino Jesus? Com quem estamos confraternizando? Com nossos familiares? E a humanidade? E nossos irmãos que deveríamos nos confraternizar? Sei que passamos a noite de natal e a virada do ano velho para o ano novo, festejando com os nossos, comendo e bebendo com os nossos, nos vestindo bem para nos sentirmos bem.

Onde está o sentido do Natal? Será que esquecemos a magia do Mateus que sai a procura do menino Deus para fazer um baile com as manifestações culturais do Nordeste brasileiro, o Bumba-Meu-Boi, o Jaraguá, o Frevo e as coisas mais lindas que não morrem com o tempo. Será que não buscamos mais a estrela de Belém nem fazemos mais bailes para festejarmos as mudanças e o nascimento de novos e bons sentimentos. Só desejamos não sentirmos dor, não ficarmos tristes, ganharmos mais dinheiro, roupas novas, namorados e maridos de preferência ricos.

Limitamos nossa felicidade a si próprios e as conquistas materiais. E que presente damos ao menino Jesus? Em cada ano que passa de nossa jornada, com que amor presenteamos o nosso irmão que está na rua ou que simplesmente está excluído da nossa sociedade. Não podemos mais sentir dor, nem tristeza e perdemos a capacidade de refletir sobre nós mesmos, estamos sempre ocupados consigo mesmos, com nossas conquistas, com nossas batalhas diárias, com nossa felicidade passageira, egoísta e ilusória. E não percebemos que a batalha que devemos travar é consigo mesmo, com nossa limitação de amar.

Todos os dias muitos saem em busca daquela estrela. Como os Mateus, os Severinos do nosso Brasil. Muitos seguem a geografia da fome e encontram a lama, a lama que proporciona morte e vida ao mesmo tempo. As vezes essa lama é seca, as vezes essa lama é a solidão. Mas, todos, sem distinção, saem a procura da esperança.

E só não podemos ter medo, pois a mudança doí, mesmo que seja preciso nos vê por dentro, mesmo que seja preciso chorar, mesmo que nos demos conta que estávamos vivendo uma realidade falsa e uma felicidade ilusória. A esperança porém é que tudo isso, toda essa caminhada em direção a estrela nos leva a um lugar melhor. Um lugar onde podemos dar as mãos (como numa roda de ciranda) e girar, girar, girar... todos juntos em volta do amor.


Então, boa transformação interior e um
bom encontro consigo mesmo, com a esência de si.


Feliz transição!