domingo, 19 de outubro de 2008

Saudade...


Saudade
Grande
Intensa
Do tamanho do mar
Maior que o número de estrelas que há no céu...
Mas numa noite tão vazia!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pela Paz



Essa semana em minha rotina matinal escutando rádio, recebi a triste noticia de que Pierre Weil havia falecido no dia dez de Outubro. Fiquei triste em saber que não teria mais a oportunidade de sentir a Paz que é ouvir e interagir com esse ser tão imenso em sua simplicidade. E foi com essa simplicidade e energia transformadora que Weil conseguiu realizar um sonho de criança: viver em serviço da Paz Mundial.

Aos oito anos de idade, esse sonhador, já brincava de unir povos, nações e religiões, criando em sua imaginação uma associação católica de judeus protestante. Ainda jovem já tinha a visão planetária que tanto buscamos, escrevendo em seu diário “Minha Pátria é principalmente a Terra”. Vivenciando o período da Segunda Guerra Mundial, com seus 17 anos, foi partisan (membro da resistência aos nazistas). Mas ao se vê diante de uma metralhadora, negou a se armar e fez da sua participação na guerra mais um ato de paz: se colocou a disposição da Cruz Vermelha como enfermeiro. Presenciando as situações de batalhas, imaginou-se criando uma instituição que pudesse ajudar as pessoas a buscar a paz interior através de métodos educacionais modernos.

Diante desse exemplo penso como precisamos dessa sensibilidade e grandeza, como ainda estamos longe de alcançar essa visão pela paz interior e do mundo. Weil alcançou! Criou a Uni paz, em 1987, no nosso Brasil. Uma universidade que ensina o ser humano a encontrar a paz.

Pierre foi um ser que buscou! E nós o quanto já buscamos? Que pequenos atos podemos fazer em nossa jornada para encontrarmos a paz? O que fazemos para termos paz consigo mesmos? O que fazemos para termos paz com os outros? O que fazemos para termos paz com o nosso Planeta Terra?

Fazendo essa homenagem a Paz, espero que possamos construir um Mundo de Paz!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A grande pescaria


O pecador retira seu alimento do mar.
Seja cedo ou seja tarde,
Está em busca do alimento sagrado.
No tempo quente!
No tempo frio!

Gosto de observar o pescador:
No arrastão
Ou mesmo sozinho no meio daquele mar imenso,
Em uma pesca solitária.
É um enfrentar diário o grande Mar da Vida,
E fazendo parte da paisagem,
Está o Sol ou a Lua a nos iluminar e guiar!

domingo, 12 de outubro de 2008

A Palavra

Bem, a palavra da vez é amar!
Amar a vida,
Amar a si,
Amar a natureza.
Amar o diferente,
Amar o repugnante,
Amar a tudo e a todos.
Amar o Infinito.
Amar, amar, amar,
Sem pedir em troca,
Sem exigências,
Sem complicar.
Simplesmente amar...

Nascimento de uma obra de arte


Um artista diante de um papel em branco,
Sua aquarela,
E como numa alquimia
As cores vão se formando.
Seu modelo?
Uma mulher!

A cabeça do artista como o pêndulo de um relógio antigo:
Ora de um lado, ora do outro, ora de um lado, ora do outro...
Não sabe o que vê a sua frente.
Olha sua modelo,
Está ali... a primeira vista se apresenta para ele como um anjo...
Pintá-la assim?
Não!

Olha-a novamente...
Agora se mostra como uma mulher das mais vagabundas...
Como o pêndulo do relógio antigo ela se mostra
Ora santa, ora puta, ora santa, ora puta...
O artista...
Nunca tinha vista uma mulher assim.
Já havia estado com muitas mulheres,
Angelicais ou demoníacas...
Mas nunca, nunca, como estava ali diante de sua obra...
Era certo de que nenhum homem estivesse como ele, ali...

Sua obra, nem a tocara
Ora, só os pincéis a podiam tocar
E o relógio?
Quebrara
O tempo?
Parara como num feitiço
O pêndulo... também,
Agora estava no meio
nem santa, nem puta,
Mas Feiticeira.

P.s.:Um Alquimista diante de uma Feiticeira