
Um artista diante de um papel em branco,
Sua aquarela,
E como numa alquimia
As cores vão se formando.
Seu modelo?
Uma mulher!
A cabeça do artista como o pêndulo de um relógio antigo:
Ora de um lado, ora do outro, ora de um lado, ora do outro...
Não sabe o que vê a sua frente.
Olha sua modelo,
Está ali... a primeira vista se apresenta para ele como um anjo...
Pintá-la assim?
Não!
Olha-a novamente...
Agora se mostra como uma mulher das mais vagabundas...
Como o pêndulo do relógio antigo ela se mostra
Ora santa, ora puta, ora santa, ora puta...
O artista...
Nunca tinha vista uma mulher assim.
Já havia estado com muitas mulheres,
Angelicais ou demoníacas...
Mas nunca, nunca, como estava ali diante de sua obra...
Era certo de que nenhum homem estivesse como ele, ali...
Sua obra, nem a tocara
Ora, só os pincéis a podiam tocar
E o relógio?
Quebrara
O tempo?
Parara como num feitiço
O pêndulo... também,
Agora estava no meio
nem santa, nem puta,
Mas Feiticeira.
P.s.:Um Alquimista diante de uma Feiticeira
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